Eu não morri em minha viagem para a Europa. Eu nasci para uma nova vida. Durante muitos momentos em que pisei em solo europeu, me senti como um paciente que passou anos em coma e só no auge de sua vida a adulta teve algum tipo de acesso a vida. Ou a todo tipo de possibilidade que a vida lhe traz.
Esse ano vem sendo extremamente rico para mim, a viagem foi de uma grandeza inestimável. Fundamental para romper uma série de barreiras necessárias para o meu aprimoramento pessoal.
A segunda etapa é a minha escolha pelo estudo da medicina aos 33 anos.
Dois dias depois de voltar da viagem eu estava dentro de uma sala com uns 60 adolescentes furiosos estudando para o vestibular quinze anos depois de ter terminado o ensino médio.
Minha primeira reação foi querer sair correndo e desitir. Essa última semana talvez tenha sido uma das mais cansativas da minha vida. Na quinta feira eu já estava exausta. Exausta e ciente de que esse vai ser um ano de retiro, resguardo e muito estudo.
Aliás talvez seja a primeira vez na minha vida que eu esteja de fato conseguindo dedicar um tempo tão grande só para mim. Pela primeira vez eu consegui também ficar um mês longe de tudo, pensando só em mim. Assim como vou passar os próximos dez meses me dedicando quase que exclusivamente aos estudos.
A verdade é que eu estou completamente cagada de medo. Medo que as coisas não saiam como eu espero. Ainda me sinto meio perdida e espero não estar dando passos curtos demais.
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